Geografia Poesia Fé: 2011

Luxo: A Saga (1)


 

- "Olá, sou o Luxxxxo"
- E quem perguntou?
- Ninguém precisa perguntar, pois eu sei que, simplesmente, você precisa saber...
- Sim... quer mais alguma coisa?
- Só um... Capuccino descafeinado com chantily e pedaços de chocolate norueguês. Um Luxxxxo...
- Ah, tá...

La historia de Madrid, mapa a mapa

La cartoteca histórica municipal alberga el mejor archivo cartográfico y fotogramétrico de la capital desde principios del siglo XX. Sus archivos surten a investigadores, administraciones y litigantes, y explican la evolución urbanística de los últimos 150 años de la ciudad.
Mapa de Carlos Ibáñez de Ibero de 1874Este archivo, adscrito al servicio de Cartografía, se inició al crearse la Gerencia (actual Área) de Urbanismo en 1959. Fue entonces cuando comenzaron a recopilarse planos de diversas instancias municipales y a adquirir fondos de otras instituciones. Alfonso Mora, miembro del Instituto de Estudios Madrileños, ha sido el responsable de la unidad técnica de mantenimiento cartográfico desde 1972 hasta hace unos meses, que se jubiló. Bajo su supervisión se puso orden en la cartoteca, que estuvo a punto de desaparecer en época de Juan Barranco hasta que intervino el propio alcalde en su defensa.

Sendo Verde...

Being green
It’s not that easy bein’ green
having to spend each day
the color of the leaves
when I think
it could be nicer
bein’ red
or yellow
or gold
or something
much more colorful  like that
It’s not easy bein’ green
it seems you blend in
with so many other
ordinary things
and people tend to pass you over
’cause you’re not standin’ out
like flashy sparkles on the water
or stars in the sky
But green is the color of Spring
And green can be cool
and friendly-like
And green can be big
like an ocean
Or important like a mountain
Or tall like a tree
When green is all there is to be
It could make you
Wonder why
But why wonder
Why wonder?
I am green and it’ll do fine
It’s beautiful
And I think it’s what
I want to be
Ser verde
Não é assim tão fácil ser verde
ter que passar o dia todo
como a cor das folhas
Quando eu penso
que poderia ser melhor
ser vermelho,
ou amarelo
ou dourado
ou alguma coisa
mais colorida que aquilo
Não é fácil ser verde
parece que você se confunde
com um monte de outras
coisas banais
e as pessoas tendem a não te notar
porque você não chama a atenção
como o brilho cintilante na água
ou estrelas no céu
Mas verde é a cor da primavera
e verde pode ser legal
e simpático
e verde pode ser grande
como um oceano
ou importante como uma montanha
ou alto como uma árvore
Quando verde é tudo que se tem para ser
isso pode fazer você
ficar questionando por quê
mas por que ficar questionando?
por que ficar questionando?
Eu sou verde e vou ficar bem
Isso é bonito
e eu penso que é isso
que eu quero ser




Música muito linda, que fala sobre a dificuldade de ser você mesmo, aceitando-se do modo como é.




Composição de Joe Raposo, diretor musical do Sesame Street, foi interpretada várias vezes por Caco, o sapo, no Muppet Show, e por Ray Charles. Frank Sinatra também gravou a canção. Ser você talvez não seja fácil, mas pode ser um jeito ótimo de ser. Resista.

Uma Dose de Poesia


Corra meu pensamento
Leve simples sentimento
Sempre sem sentido
Sopro multicolorido

Buscarei olhos de sabedoria
Antigos, serenos, vividos
Sei que não faltará alegria
Nesse grande mundo oprimido

Nos meus versos cantados
Sou coração apaixonado
Que encontra singela simpatia
Numa doce dose de poesia.

Judson Malta.

Sol Neto em Sete Notas

Se penso em você
Lá no fundo sinto
Sol ardente em mim

Faça o que quiser
Me mude se quiser
Remarei contra a maré
Domarei o meu ser em Si
Lave-me e ponha ao Sol
Faça-me o tempo, sem Dó, remir
Do Sol sou luz
Um Sol neto em sete notas

Malta.


Super Lindo: Parábola da Filha Pródiga

Parábola da Filha Pródiga

Peço desculpas se por tanto tempo estive ausente, se fiz minhas malas sem dizer para onde iria e se agora volto, os ombros caídos, esperando abrigo. Sinto em seu silêncio um ar de predição – e reconheço: perdi a batalha.
Você, Palavra, sempre foi e sempre será meu único lugar no mundo.
Não encontrei em cidade alguma as paisagens que você me oferece. Não encontrei nos bares a sua embriaguez, nem nos templos a sua sobriedade. Não encontrei nos amigos sua compreensão e, no amor, não encontrei sua plenitude. Não encontrei em nenhum homem o meu pai, em nenhuma mulher a minha mãe, não encontrei a minha casa: por isso escrevo.
Você, Palavra, é o meu desespero. Você é minha luta, é a minha busca.
Sei que fui insolente. Lhe abandonei, parti sem hesitar. Acreditei que, com vontade e paixão, eu haveria de conquistar o mundo. Acreditei na pureza dos meus ideais, acreditei na força de minha honestidade. Eu quis, verdadeiramente, acertar. Eu quis, profundamente, amar e ser amada. Eu quis entender, quis desvendar, solucionar, compreender. Eu quis me doar inteira. Fui vísceras e sangue.
Você, Palavra, é o meu corpo. Você é minha estupidez, é minha falta de ar.
Não tenho o que esconder, fracassei. Fracassei e para cada fracasso guardo uma cicatriz: sou um mapa de sofrimentos. Sou mulher-ferida, alma machucada, suspiro cansado. Em cada novo caminho, desejei com muita fé que tivesse chegado a minha hora de ser feliz, mas todas as ruas foram dar em sorrisos que não eram meus. Sim, eu comi com os porcos. Eu amei os porcos e até os porcos me rejeitaram.
Você, Palavra, é minha indignidade. Você é a minha privação, é meu desamparo.
Juntei o que encontrei de mim e estou de volta. Não é preciso que diga nada, apenas permita que eu fique. Permita que eu me instale com a minha dor, me aceite com essa minha tristeza. Não me abandone – e eu jamais lhe abandonarei outra vez. Jamais duvidarei que este seja o meu lugar. Eu nasci para você, nasci por você, nasci em você.
Você, Palavra, é útero em que me gesto. Você é meu sintoma, é minha loucura, é meu medo da morte. Você é minha solidão.

Escrito por Vitória Eugênia, V ou Fetive.

Veja mais em: 
http://vitoriaeugenia.blogspot.com/

Péricles Couto, foi ao encontro do Senhor

por Ziel Machado, segunda, 8 de agosto de 2011 às 11:34
† Péricles Couto, foi ao encontro do Senhor!
 
“Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus. Eu o verei com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro! Como anseia no meu peito o coração!” Jó 19:25-27
Ontem, 7 de Agosto de 2011, veio a falecer um grande irmão e amigo, Péricles Couto. Foram anos significativos de amizade e parcerias que desejo relatar como expressão de gratidão a Deus por sua vida! A oportunidade que tive de conhecê-lo pessoalmente foi posterior ao testemunho que sobre ele ouvira. Seus feitos o antecediam! Foi no contexto do ministério estudantil (ABU) que ouvi falar de uma geração de estudantes cristãos diferente, que aliava uma profunda preocupação com sua fé em Cristo e a relevância da mesma para a construção de um país melhor. Entre os vários nomes que nos mencionavam, estava o de um economista com uma profunda vocação social, Péricles Couto.  Me chamava atenção para o fato de que o Péricles não se limitava a um profetismo de roda de amigos, ele se engajava em processos, assumia liderança nos espaços que o Senhor o levou a ocupar. Assim ouvia de suas posições políticas e de sua coragem de tomar e assumir partido. Também despertava grande interesse sua dinâmica familiar, pois ouvia as histórias de atuação de sua esposa Alva, por muitos anos envolvida na questão da transformação social.
 
Tempos depois, ainda no contexto do ministério estudantil, tive o privilégio de conhecer Estevão e Soninha, jovens com um senso de responsabilidade social e uma seriedade com Deus admiráveis. Qual não foi minha surpresa ao saber que eram filhos de Péricles e Alva. Foi assim que tive o privilégio de visitá-los em Belo Horizonte, comer com eles o pão de queijo, conhecer sua dinâmica familiar e conhecer de forma mais íntima esta família de amigos. Me lembro que após minha primeira visita, o que mais me marcou já não eram as histórias de militância responsável que ouvia sobre o casal mas sim a dinâmica familiar que eles estavam edificando. Os vários anos de proximidade me permitiram ver os frutos desta dinâmica e por algumas vezes, em respostas as suas cartas aos amigos com notícias da família, eu respondia dizendo que gostaria de ser capaz de formar uma família da mesma forma que os via formando a sua. Este desejo se tornou uma oração para mim, e um marco de testemunho de Péricles e Alva Couto.
 
As vezes as dinâmicas da vida nos levam para lugares distantes que nos separam dos amigos mas no meu caso com Péricles foi diferente. No contexto de seu trabalho com a missão Aliança nos aproximamos ainda mais do que nos tempos de ABU. Tive a honra de ser convidado por ele para fazer parte de um grupo de irmãos e irmãs que deveriam acompanhar de maneira mais próxima o desenvolvimento do ministério da missão Aliança no Brasil. Este processo nos conduziu a materialização de alguns sonhos, entre eles, a edição do livro “Igreja: agente de transformação “ no qual Péricles e René Padilha, são os editores. O título deste livro expressa um dos grandes sonhos motivadores do Péricles, ver a igreja de Cristo como uma agente de transformações, de forma diaconal, revelando os valores do Reino de Deus. Sim, para Péricles, um outro mundo éra possível!
 
A partida do Péricles nos deixa a todos surpreendidos pela velocidade do processo. O Senhor resolveu convocá-lo a Sua presença, o Senhor em quem Péricles colocou todas as suas esperanças, para esta vida e para a vida eterna. Por isso podemos dizer como Jó; “ eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus. Eu o verei com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro!” Seus olhos, Péricles, já veêm o Senhor, como sempre desejou o seu coração!
 
A nós nos cabe o louvor e a gratidão ao Senhor por este exemplo que o Péricles nos deixou. Somos todos seres limitados e falhos mas o Senhor nos permite sonhar com algo além de nossas limitações e podemos conluir nossa carreira como nos diz o apóstolo Paulo;
“Eu já estou sendo derramado como uma oferta de bebida. Está próximo o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos que amam a sua vinda” II Timóteo 4: 6-8
A forma como Péricles correu sua carreira e a forma como a terminou é um estímulo e exemplo para todos nós que ainda estamos fazendo o nosso percurso. A coroa de justiça, a que o Péricles receberá naquele dia das mãos do Justo Juiz, também estará disponível a todos, que como o Péricles, amam a vinda do nosso Senhor. Isso deve se transformar na base sobre a qual nos movemos, vivemos, existimos até quando chegar a hora de nos econtraremos, face a face, com o nosso Senhor - Redentor que vive. Porque Ele vive, podemos crer no amanhã!
 
Desejamos a toda família o consolo de nosso Senhor!
 
Profundamente agradecido a Deus pela vida de Péricles Couto que agora desfruta de forma plena a vocação para a qual foi chamado, expressas nas palavras de Jesus, conforme nos relata João:
"Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim.2 Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar- lhes lugar.E se eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver.
 
Ao Senhor todo louvor!
Ziel Machado
* Ziel Machado é secretário regional da Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos para América Latina. Por meio das palavras de Ziel expressamos, como família ABUB, nossa gratidão pela vida de Péricles Couto e em oração, rogamos ao Espírito Santo que console familiares e amigos.
Por meio das palavras de Ziel expressamos, como família ABUB, nossa gratidão pela vida de Péricles Couto e em oração, rogamos ao Espírito Santo que console familiares e amigos.

MILTON SANTOS: A TRAJETÓRIA DE UM MESTRE


Texto de Maria Auxiliadora da Silva
Departamento de Geografia
Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia


Milton Santos: a trajetória de um mestre (Resumo)
Decorrente da convivência cotidiana ao longo de quase quarenta anos entre a professora Maria Auxiliadora da Silva e o professor Milton Santos, este ensaio é o testemunho da vida de um homem que soube transcender o grau de advogado, de geógrafo e de pesquisador, para se tornar O Cidadão do Mundo, alcunha que lhe é atribuída, afetivamente, por todos aqueles que tiveram o privilégio de desfrutar de sua companhia. Os dados biográficos, ao traçar o perfil de Milton Santos, revelam a figura de um intelectual com profundo domínio da geografia e da produção de uma ciência crítica, bem como seu otimismo e coragem como referenciais maiores do seu compromisso com a construção de uma sociedade livre e despojada de preconceitos.
Palavras-chave: Milton Santos, pensamento crítico, geografia brasileira

Brotas de Macaúbas, Chapada Diamantina, 3 de maio de 1926, nasce Milton Santos, filho de Adalgisa Umbelina de Almeida Santos e Francisco Irineu dos Santos, ambos professores primários formados pelo ICEIA (Instituto Central de Educação Isaías Alves). No ano de seu nascimento, o Brasil passa por uma grande agitação política e social, com a impopularidade do então Presidente da República do Brasil, Artur  Bernardes e a eleição de Washington Luís. É a época da Coluna Prestes.
A família de sua mãe, cujos pais eram também professores primários, gozava de prestígio por onde passava. Já a família paterna era mais humilde e descendia de escravos. Os pais de Milton sabiam que o caminho para a liberdade era a educação. Conheceram-se em 1921, a poucos dias da festa de formatura do Sr. Francisco, na escola Normal de Salvador. D. Adalgisa ingressaria na mesma escola em 1924, casando-se nesse mesmo ano.
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Geo - Referências

 
AB’ SABER, Aziz Nacib. A Amazônia: do discurso a práxis. São Paulo: Edusp, 1996.

______. A quem serve a Transposição? Artigo da Folha de São Paulo, Tendências e Debates, 20/02/2005. Disponível em: http://vsites.unb.br/ig/pvista/DesafiosTransposicaoSaoFrancisco.htm#11_Aziz.

______.  A transposição de águas do São Francisco: análise crítica. Rev. USP [online]. 2006, n.70, pp. 6-13. ISSN 0103-9989. Disponível em: http://www.revistasusp.sibi.usp.br/pdf/revusp/n70/02.pdf.

______. Formas de relevo: trabalhos práticos. São Paulo: EDART, 1975.

______. Os domínios de natureza no Brasil: Potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2005.

______. Padrões de paisagens inter e sub-tropicais brasileiras. São Paulo, [s.d.].

______. Prospectivas: À beira do novo milênio. São Paulo: Unisinos, [s.d.].

AGÊNCIA NACIONAL das ÁGUAS (ANA). Regiões hidrográficas do Brasil: recursos hídricos e aspectos prioritários. 2002 – CD-Rom.
****************************** CLIQUE E VEJA TODAS AS REFERÊNCIAS E SEUS LINKS

Eu, Simples Caneta.

Eu, Simples Caneta.

Desculpem-me vocês que leem estes versos
Simplesmente não consegui resistir ao ímpeto de escrever
Toco o papel e corro em serpenteante êxtase
Na branca planície, meandros, desenhando

Eu sou assim, simples caneta,
Eu sou assim, escrevedoura por natureza
Desde o gênesis santificada
Instrumento feito para marcar
Descrever, dissertar e narrar

Desculpem-me, não respondo pelo que escrevo
Sou só objeto usado, abusado instrumento
Sou eu, a amante do Escritor
Sempre cativa dos seus caprichos

Quando por Ele vocacionada,
Nos amamos em enredos, argumentações,
Fantasias, suspenses, crônicas, sonetos
Ele faz de mim o que deseja


E seguimos assim, dançamos a música
Da razão a emoção, Bailando
Do sentimento ao pensamento, Oscilando

Tecemos nossa trama introdutória
Desenvolvemos nosso compasso até o clímax
E por fim tentamos concluir o que nunca acabará
De todo nosso amor dito escrito
Que somos nós dois, a caneta e o escritor
Cativos da palavra.

Malta.


Carta aberta a Dilma Rousseff - Código Florestal‏

Excelentíssima presidente Dilma Rousseff,

Diante da iminente votação do novo Código Florestal, e na condição de relator do projeto na Câmara dos Deputados, sinto-me no dever de prestar breves esclarecimentos sobre o assunto no sentido de ajudá-la na compreensão dos aspectos aparentemente polêmicos da matéria em discussão.

Os adversários da atualização do Código insistem na patranha de que meu relatório “anistia” desmatadores. A verdade é que a “anistia” existente e que está em vigor é a assinada pelo ministro Carlos Minc e pelo presidente Lula em junho de 2008 e renovada em dezembro de 2009, no Decreto 7.029/09.

O presidente e o ministro perceberam que quase 100% dos 5 milhões e 200 mil agricultores, 4 milhões e 300 mil deles pequenos proprietários, não teriam como cumprir a legislação alterada por força de medidas provisórias nunca votadas no Congresso, decretos, portarias, instruções normativas e resoluções absurdas do Conama.
Transcrevo a seguir o Artigo 6º do decreto em vigor e que expira em 11 de junho:


1) O decreto suspende a aplicação das multas relativas a APP e RL
§ 1º. A partir da data de adesão ao “Programa Mais Ambiente”, o proprietário ou possuidor não será autuado com base nos arts. 43, 48, 51 e 55 do Decreto nº 6.514, de 2008, desde que a infração tenha sido cometida até o dia anterior à data de publicação deste Decreto e que cumpra as obrigações previstas no Termo de Adesão e Compromisso.
Importante destacar que os artigos mencionados tratam dos crimes de destruição e danificação de florestas e vegetação nativa em Área de Preservação Permanente - APP (43) ou de impedir e dificultar regeneração de vegetação nativa (48), e em Reserva Legal (art. 48, art. 51, art. 55), que não seriam mais autuados ou seja, suspendendo na prática a lei de crimes ambientais.

2) O decreto suspende as multas já lavradas:
§ 2º A adesão ao “Programa Mais Ambiente” suspenderá a cobrança das multas aplicadas em decorrência das infrações aos dispositivos referidos no § 1º, exceto nos casos de processos com julgamento definitivo na esfera administrativa.
O Programa Mais Ambiente suspende multas já aplicadas para todos os que a ele aderirem.

3) Cumpridas as exigências do Programa, as multas aplicadas não serão cobradas:
§ 3º Cumprido integralmente o Termo de Adesão e Compromisso nos prazos e condições estabelecidos, as multas aplicadas em decorrência das infrações a que se refere o § 1º serão consideradas como convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente.
Eis a “anistia” em sua plenitude. As aspas são apenas para contestar o conceito, pois de “anistia” não se trata, uma vez que não há perdão, mas apenas permuta entre a infração cometida e compromisso da regularização dos proprietários.

O que proponho em meu relatório tem o exato conteúdo do decreto em vigor:

Art. 33º.
§ 4º. Durante o prazo a que se refere o §2º e enquanto estiver sendo cumprindo o Termo de Adesão e Compromisso, o proprietário ou possuidor não poderá ser autuado e serão suspensas as sanções decorrentes de infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, relativas à supressão irregular de vegetação em áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente e áreas de uso restrito, nos termos do regulamento.

§ 5º Cumpridas as obrigações estabelecidas no Programa de Regularização Ambiental ou no termo de compromisso para a regularização ambiental das exigências desta lei, nos prazos e condições neles estabelecidos, as multas, referidas neste artigo, serão consideradas como convertidas em serviços de preservação, melhoria e recuperação da qualidade do meio ambiente, legitimando as áreas que remanesceram ocupadas com atividades agroslvopastoris, regularizando seu uso como área rural consolidada para todos os fins.

Art. 34º. A assinatura de Termo de Adesão e Compromisso para regularização do imóvel ou posse rural junto ao órgão ambiental competente, mencionado no art. 33, suspenderá a punibilidade dos crimes previstos nos arts. 38, 39 e 48 da Lei nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, enquanto este estiver sendo cumprido.
§1º A prescrição ficará interrompida durante o período de suspensão da pretensão punitiva.
§2º Extingue-se a punibilidade com a efetiva regularização prevista nesta lei.

É evidente que não há “anistia”, mas a interrupção da prescrição das multas até a adequação dos agricultores aos dispositivos da legislação. O que se busca é estimular a regularização ambiental da agricultura em lugar da solução ineficaz das multas e autuações.

Quanto à consolidação das atividades em Áreas de Preservação Permanente é de se destacar tratar-se de cultivos e pastoreio centenários de pequenas propriedades que não podem ser removidos como se erva daninha fossem. A recuperação de APPs, tanto as de topo de morro, encostas ou margem de rio deve considerar a existência do homem, de sua família, de sua sobrevivência, o que parece não estar presente na preocupação do ambientalismo neomalthusiano.

Confio na Vossa sensibilidade de chefe da Nação para arbitrar com equilíbrio e espírito humanitário a necessidade de combinar preservação ambiental e interesses da agricultura e do povo brasileiro. ONGs internacionais para cá despachadas pelos países ricos e sua agricultura subsidiada pressionam para decidir os rumos do nosso País. Eles já quebraram a agricultura africana e mexicana, com as consequências sociais visíveis. Não podemos permitir que o mesmo aconteça no Brasil. Termino relembrando o Padre Vieira quando alertou em um dos seus sermões: “Não vêm cá buscar nosso bem, vêm buscar nossos bens.”

Com apreço e admiração
Aldo Rebelo

Série de textos: As Práticas Pedagógicas de Cristo



Este é o primeiro texto de uma série que vamos fazer, na verdade vamos meditar sobre as técnicas didático-pedagógicas de Cristo. A fim de entender como os seus métodos de ensino e conteúdo eram socialmente contextualizados.
Antes de começarmos é importe entender que pela postura de certos cristãos, Cristo é muitas vezes mal interpretado e tachado de reacionário, ortodoxo, tradicional, intransigente, doutrinário e dogmático. Para estes que se confundem trocando posicionamentos de certos cristãos pelos do próprio Cristo é que escrevo esta série de reflexões. Quais os métodos? Objetivos? E a relevância dos ensinamentos de Cristo para a sua época? Quais as características que marcam o seu modo peculiar de ensino?
Trabalharemos certas parábolas específicas nos próximos textos, aguardem.

Veja também:

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