Geografia Poesia Fé: 2007

Unção

 A pedra rejeitada será angular
O vale de ossos secos viverá
Cabelos como fogo
Olhos de águia

Na terra seca
Caiu a semente
Não adianta procurar
O vento sopra aonde quer

E então,
brotarão palavras de vida

Dobram-se joelhos numa nota melancólica
A muralha ríspida cairá por terra
Há uma semente de amor
Plantada no coração quente

È primavera e germina o broto
Nova estação.... há esperança!

***

Em estatura comprimento e graça cresce

Voz como orquestra de muitas águas
Cantando vida
Numa canção que diz:

“Desta planta farei óleo”

***

Escorre pelos cabelos
Corre pela minha face
O frescor da brisa das montanhas
Uma medida recalcada, sacudida e transbordante.
Eu acordo, onde estará?

(((Malta)))

AVOHAI


Talvez tenha agido mal....
Não desejava magoas
Vidas correm entre mãos
e eu não sei se devo segurar

A corroa de sonhos nos olhos da menina
Anuciavam a queda do rei
Os olhos no espelho ainda inchados de inseguranças
No peito, um nó de morte


O futuro é incerto
Quero que seja feliz
Me entenda

Agora o rios se separam...
Tomam rumos diferentes
Não sei se voltam a se encontrar
Algum dia, talvez
Numa foz distante

varrinha e abracadabras escondem-se. A cartola está vazia
ilusionismo
Uma realidade fadada a ser falsa, na verdade do desconhecido
Ergamos um altar ao deus Ego, e vejamos como agoniza
Eis que certamente padecerão: O mago, suas ilusões e seu deus
Num passe de mágica


achei o que perdi...
Mais uma vez... vou pagar para ver!


todos os carinhos e abraços
foram dados em dádiva!

(Malta)

Comentário:
Poesia mais que velha, acho que tem uns 2 ou 3 anos mais ou menos isso, eu peguei ela e dei uma melhorada.

A Epopéia da Escolha

Mudanças de caminhos
Futuros incandescentes
Em suaves carícias

Um toque na dor
Sarou outro poema
Convertendo céus e terra,
Princípio, meio e fim.
Em Você... Meu Você

Uma escolha...
Um sim e alguns nãos
Uma nova vida

E então... Carne de fogo

Dentro posso sentir
Toda dor se vai
Quando abro a boca
O âmago da existência

Há fogo....
Dor de sacrifício...
Sacrifício de Amor.

Dançando queima.
Corrente como água-viva
Pés que não tocam o chão
A dor se foi

Como brasa toca os lábios
Falam-se palavras que não entendo
Gemem-se ruídos inexprimíveis...
Tocam-se fatos e fontes

No meio de palavras estranhas
Versos em fogo
Prosa de misericórdia
Línguas em restauração.

Sonhei com este momento...

A revelação dos seus sonhos
Nos lábios, uma lágrima
Do coração, a nova canção
Da vida, uma opção
Uma escolha.

Veja também:

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